No hemisfério norte, os eternos ventos da moda sopraram aquele que será o clima do verão 2012 por lá. De repente, a sensação de estarmos retomando a construção do futuro se faz presente: referências cada vez menos óbvias, mais diluídas mesmo, de décadas passadas se cruzam delicadamente em formas limpas e geométricas. Um novo minimalismo, que se permite alguns excessos, como aplicações, colagens, sobreposições de recortes e formas, mas que reaviva o debate fashion sobre a durabilidade do design.
Em meio à tantas ofertas geradas por um movimento antropofágico, verdadeiro festival de tendências passageiras, o tão falado “inconsciente coletivo” cansa de tanta mudança sem rumo e pede um novo que seja durável – verdadeiro, real, concreto. Nada mais moderno (e eterno) que aliar uma base clean e se valer de elementos lidos de uma forma totalmente pessoal, resultado límpido de experiências próprias.
O frescor está justamente na veracidade do discurso fashion: construções bem pensadas, pesquisa de materiais, geometrias e linhas aerodinâmicas fazem um jogo inteligente que privilegia a individualidade. Esses elementos sem dúvida fazem parte de meu vocabulário de moda, numa lógica em que mais que tendências procuro respeitar sempre a minha verdade. Através da experimentação, evoluo o trabalho de design – dentro de princípios que acredito e utilizando aquilo que vivo e o universo que me rodeia. Essa solidez é muito importante para mim, e confere coerência ao que faço.
O desfile da Balenciaga, extremamente direcional, falou justamente sobre isso. As referências ao passado da casa tomaram formas modernas, privilegiando texturas plastificadas e de efeito molhado. O equilíbrio entre o ontem e o amanhã certamente guiam Ghesquière, com o olho atento também às ruas: o casting, formado por jovens selecionadas em diferentes cidades européias e top models (entre elas a nossa Gisele), reforça esse forte senso de individualidade e identidade.  O desejo desse novo, concreto e real, paira no ar e transforma a moda em algo sem fronteiras e tempo.
Jefferson

BALENCIAGA

No hemisfério norte, os eternos ventos da moda sopraram aquele que será o clima do verão 2012 por lá. De repente, a sensação de estarmos retomando a construção do futuro se faz presente: referências cada vez menos óbvias, mais diluídas mesmo, de décadas passadas se cruzam delicadamente em formas limpas e geométricas. Um novo minimalismo, que se permite alguns excessos, como aplicações, colagens, sobreposições de recortes e formas, mas que reaviva o debate fashion sobre a durabilidade do design.

Em meio à tantas ofertas geradas por um movimento antropofágico, verdadeiro festival de tendências passageiras, o tão falado “inconsciente coletivo” cansa de tanta mudança sem rumo e pede um novo que seja durável – verdadeiro, real, concreto. Nada mais moderno (e eterno) que aliar uma base clean e se valer de elementos lidos de uma forma totalmente pessoal, resultado límpido de experiências próprias.

SPFW_det

O frescor está justamente na veracidade do discurso fashion: construções bem pensadas, pesquisa de materiais, geometrias e linhas aerodinâmicas fazem um jogo inteligente que privilegia a individualidade. Esses elementos sem dúvida fazem parte de meu vocabulário de moda, numa lógica em que mais que tendências procuro respeitar sempre a minha verdade. Através da experimentação, evoluo o trabalho de design – dentro de princípios que acredito e utilizando aquilo que vivo e o universo que me rodeia. Essa solidez é muito importante para mim, e confere coerência ao que faço.

SPFW

O desfile da Balenciaga, extremamente direcional, falou justamente sobre isso. As referências ao passado da casa tomaram formas modernas, privilegiando texturas plastificadas e de efeito molhado. O equilíbrio entre o ontem e o amanhã certamente guiam Ghesquière, com o olho atento também às ruas: o casting, formado por jovens selecionadas em diferentes cidades européias e top models (entre elas a nossa Gisele), reforça esse forte senso de individualidade e identidade.  O desejo desse novo, concreto e real, paira no ar e transforma a moda em algo sem fronteiras e tempo – traçando conexões invisível entre os designs, que, vez ou outra aparece em pequenas coincidências como a estampa pied-de-coq mostrada no verão 2010 Jefferson Kulig e no verão 2012 de Balenciaga.

Jefferson

Compartilhe a natureza!