Desbunde Da Arte - Jefferson Kulig

Como a Arte Contemporânea poderia ser definida nos dias de hoje? Sinônimo de ironia, risada tímida de quem não entende o que vê e onomatopéias que variam entre o Ahhh… Humm…. ZZZZ…  ?

Talvez a definição certa esteja em todas as opções, desde que o espectador intrigado pelo que vê e não entende se dispõe a mergulhar e refletir sobre a obra. Ao compreender o contexto, muitas vezes marcado pelo humor, um misto de sensações “afloram”:  Ahhh… Uau… Tss-Tss… Hãã??

Bem, acredito que tudo continue ainda um pouco subjetivo e ao gosto da “freguesia”.  Mas o que falar sobre Klunk Garden (foto acima) do grupo austríaco Gelitin? A obra foi exposta ano passado numa das galerias mais conceituadas do Japão, a Tomio Koyama e será exibida na Aichi Triennale 2010.

Gelitin é tão “molinho” quanto uma gelatina, por isto o nome. É flexível nas idéias, mas sempre concentrado no conceito da Arte com humor e da provocação no olhar. Klunk Garden é um jardim zen (karesansui)  feita de “pedras” humanas. É a contemplação do corpo nú; tão mitificado, mas ao mesmo tempo vulgarizado. Para um japonês, a instalação é uma provocação à sua tradição milenar, intocável como os santos são para os brasileiros. Mas no Brasil, a idéia do corpo x religião ou do sagrado x profano talvez tenha outros valores; transitamos e somos mais flexíveis nestas relações…

Será?? Humm….

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Erica.

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